terça-feira, 28 de agosto de 2007

Podre coração...

Ontem na adoração em preparação para um retiro, pude constatar, mais uma vez, a grandeza de nosso Deus... Esse "amor escondido no tabernáculo" (Van Thuan)...
E, diante dessa grandeza, fica praticamente impossível não enxergarmos nossos pecados e limitações... Eu pelo menos não conseguia fazer outra coisa a não ser penser nisso: "como pode Deus, contar comigo que sou um fraco errante"...
Mas no decorrer da adoração vi que todos nós, que ali estavam, tinhamos problemas de diversos tipos. Estávamos na mesma condição com o coração quebrado e, muitas vezes, apodrecidos pelas dores do mundo... éramos um nada absoluto diante de tanta grandeza.

Apesar de todos os problemas estávamos ali, dizendo sim, "eis-me aqui".

E é aí que Deus age... faz do pantano do nosso coração brotar vida. Uma linda vitória-régia. Vida essa que, de tão grande, sai de nós e alcança a vida do nosso irmão. Fica "na cara".

Amados, Deus é tão bom que nos deixa ter a experiência de ser geradores de vida... como lá no gênesis: do nada absoluto que aquela terra informe que era, Ele gera vida (cf Gn 1, 1)... e nesse sim, que damos a Ele, na nossa condição de nada absoluto podemos gerar uma vida que não vem de nós, e sim do próprio Deus, mas que não acontece sem o nosso sim.

A história da igreja é repleta de homens e mulheres que conseguiram entender sua condição de nada absoluto e deixaram que Deus fosse tudo neles. Sendo assim instrumentos de obras maravilhosas, que, estando vivas, até hoje nos leva ao coração do próprio Deus.

Que possamos a cada dia dar o sim que gera vida, para que essa vida permaneça (cf Jo 15, 16) e que, cada dia um pouco, transforme esse pantano fedorento num lindo lago florido...

Santo Agostinho, rogai por nós!

Paz e bem!
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terça-feira, 7 de agosto de 2007

O filme da vida

Quando o ser humano está para morrer, dizem algumas pesquisas científicas, um filme de toda sua vida passa rapidamente em sua mente.

Com isso fiquei a pensar nos santos mártires. Santo Estevão, pra ser mais específico.

Mesmo sendo alvo das pedras arremessadas pelos Judeus, mesmo sabendo que a morte era iminente, continuou a falar de Jesus. Sendo obediente levando a boa nova a toda criatura.

Mas o que mantinha Estevão tão firme, que não deixava ele se calar e recuar?

Certamente, que em cada palavra de Estevão, o filme que passava em sua mente era da experiência que tivera com esse tal Jesus de que pregava. Experiência de ter sua vida totalmente mudada por Ele.

Por isso Estevão não se calou. Ele não queria voltar a vida velha!

Cristo, no alto da cruz, exclama ao Pai: "Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". O filme que passava em sua mente não era o do "crucifica-o", mas do choro da prostitua, da hemorroisa, da alegria dos noivos de caná, entre outras maravilhas feitas por Ele aos pequeninos.

Hoje nós podemos experimentar esse grito de Jesus, pois todos os dias ele se entrega na Eucaristia. E quem está na mente de Jesus no grito de hoje somos você e eu.

Portanto meus amigos, antes de querer, por besteira, voltar a vida velha possamos morrer para nós, e que nessa nossa "morte" deixemos passar em nossas mentes o filme da experiência que tivemos com Jesus e, como Estevão, seguir falando de seu nome apesar de todas as pedras.

Santo Estevão, rogai por nós!

Paz e bem!