sexta-feira, 20 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
Jantando com Jesus...
Me lembrei a pouco, conversando com minha namorada, quando Jesus disse: "Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa." (Lc 19, 5).
Me lembrei também que muitos murmuravam e reclamavam porque Ele se juntava com os pecadores. E não é uma vez só que encontramos nos evangelhos essas reclamações...
Hoje Jesus também se faz presente naqueles que, ao nosso ver, não são dignos de recebê-los. Está lá, jantando com eles.
A nós, resta-nos a atitude daquela mulher que ao saber que Jesus estava na casa daquele fariseu safado - safado sim porque era hipócrita (cf. Lc 7, 37). Ir até Ele, no nosso irmão, nos livrando de todas as nossas verdades e justificativas e lavar seus pés com nossas lagrimas. Lágrimas causadas pela dor daqueles, que mesmo jantando com Jesus na própria casa, nos machucam.
Com isso ele nos justifica e nos ajuda com nosso fardo pesado... E também nos faz ser colaboradores de sua missão redentora.
Jesus, desde o início, nos ensina que para mudar alguém é preciso: mudar primeiro, se humilhar primeiro, pedir perdão e perdoar primeiro, lavar os pés primeiro...
O que você tem feito pra mudar aquele que te machuca?
Paz e bem!
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Falando de aventura da esperança e, em particular, de evangelização, falamos de radicalismo do Evangelho. Impressiona-me o fato de que, na Sagrada Escritura, Jesus, Paulo e João se servem frequentemente de palavras que exprimem a dimensão do absoluto:
Todos sejam um (cf. Jo 17, 21). Todas as gentes (cf. Mt 28, 19).
Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento (cf. Mt 22, 37).
Jesus amou os seus até o fim (cf. Jo 13, 1)
Em todos os lugares os seus serão suas testemunhas (cf. At 1, 8).
Para sempre permanece a misericórdia do Senhor (cf. Sl 100, 5 e ss.).
Outros termos exprimem ainda a dimensão ilimitada da obra de evangelização:
Como no Céu, assim também na terra: o mesmo amor (cf. Jo 15, 12), a mesma missão (cf. Jo 20, 21).
O amor de Cristo deve se manifestar em nós com todas as quatro dimensões: largura, comprimento, altura e profundidade (cf. Ef 3, 18-19).
Em tendo como são Maximiliano Kolbe estava habituado a repetir: “absolutamente, totalmente, sem condições”. Jesus resumiu tudo isso na cruz: “tudo está consumado” (Jo 19, 30).
Trecho do livro Testemunhas da Esperança (François Van Thuan)
Paz e bem!
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Mesmo conhecendo nossos defeitos e limitações, Deus sabe que somos capazes de levar, e até ser, Paz. Isso porque essa paz vem do Seu próprio coração.
Conheço pessoas, toda vez, que entram em minha vida (é a casa de onde nunca poderei me mudar) deixam rastros de Paz... com sorrisos, gestos e até broncas merecidas... uma dessas pessoas é a dona Sonia, dona de um sorriso encantador, pacificador e singular. Acho que ela já entendeu o sentido desse pedido de Jesus, mesmo que involuntariamente.
E quantas vezes entramos na vida de muitas pessoas e em vez de levar a paz, levamos tristezas e feridas, com nosso mau humor sempre presos aos muros de nossas limitações.
Jesus nos ensina, todos os dias, a olhar para o alto e a superar esses defeitos e levando a paz a toda criatura.
Jesus, manso e humilde de coração...
Paz e bem!
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Fui chamado com meus defeitos
O Evangelho, na liturgia de hoje (Mt 10, 1-7), narra a escolha dos 12 feita por Jesus.
Jesus escolhe não escolhe os melhores. Pelo contrário, escolhe o medroso Simão, o ladrão Mateus, os irmãos "espoletas" João e Tiago e até Judas, o traidor, ele escolheu. Escolheu e enviou às ovelhas perdidas.
E hoje ele ainda continua chamando e escolhendo os que não são perfeitos. Isso aconteceu comigo e com você!
Quantas vezes nós ficamos chateados, e até decepcionados, com o erro do próximo e não conseguimos entender que, apesar de toda sua limitação, ele também foi chamado pelo Senhor para trabalhar nessa vinha (Mt 20, 1-16).
Peçamos ao que nos ensine a amar mais e a compreender mais os nossos defeitos e limitações, mas principalmente, os defeitos e limitações do próximo, pois somos todos trabalhadores desta vinha e vamos receber o mesmo salário.
Quero terminar essa reflexão com uma afimação de Teresa de Lisieux:
"A minha vida é um instante, uma hora que passa, é um momento que rapidamente escapa de minhas mãos e se vai. Tu sabes, meus Deus que para amar-te aqui na terra não tenho outro momento a não ser o dia de hoje." (Teresa de Lisieux, 1996, pp. 645-646)
Paz e bem!

