terça-feira, 20 de novembro de 2007

O mundo paralelo dos cristãos

A liturgia da última sexta me trouxe grande dúvida. Não consegui, por nada, entender o que Jesus nos dizia no evangelho quando fazia minhas orações.

O trecho era este:

"Digo-vos que naquela noite dois estarão numa cama: um será tomado e o outro será deixado; duas mulheres estarão moendo juntas: uma será tomada e a outra será deixada. Dois homens estarão no campo: um será tomado e o outro será deixado. (Lc 17, 34-36)

Até que na missa, com a homília do padre Pedro, a ficha caiu.

Ele explicava que, para nós cristãos, não existe um mundo paralelo para viver e colocar em prática os ensinamentos de Jesus. O nosso mundo é este e a hora é agora! Não devemos fugir dessa responsabilidade de ser luz e sal.

O nosso testemunho tem que ser dado em nosso cotidiano, desde o abrir até o fechar dos olhos. Pois, se ficarmos esperando a hora certa, amanhã certamente lamentaremos: "eu devia ter falado isso pra ela...", "não deveria ter agido daquele jeito...", "eu fui um mentiroso...".

Se o próprio Deus veio até nós para viver e mostrar, aqui, como devemos agir, por que insistimos em fugir a "outro mundo" para viver o que Ele nos pede.

Não fique a espera deste mundo paralelo.

Paz e bem!
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

São Frei Galvão, rogai por nós!

Hoje é dia do primeiro santo brasileiro...
Vamos tomá-lo como exemplo para que muitos outros aparecam nesta terra de Santa Cruz.
Deus nos convida a romper com o pecado hoje e colocar todo o nosso corpo a serviço da justiça... Afim de alcançar a vida eterno, o Dom de Deus.

Deus é demais... nos pede pra a amar, investir todos os talentos e morrer pelo o próximo para que esse tenha vida e, também nós, encontrar a vida. Não o que resta ou em migalhas, mas vida em abundancia e eterna (Mt 25, 29)... Que matemática é essa?!?!?! Quanto mais dá, mais tem!!!

Se doar. Foi isso que Jesus fez em toda a sua vida... Está nisso toda a satisfação de Deus.

Você é capaz de optar pela vida e pelo amor. Experimente!!!

Paz e bem!
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terça-feira, 23 de outubro de 2007

A graça de levar Jesus

Uma vez ouvi o padre Jonas (agora Monsenhor Jonas) dizer que devemos estar como uma bola de gás cheia, brilhando... porque não sabemos a hora que irão bater a nossa porta para pedir algum tipo de ajuda... por isso estar sempre cheio e brilhante...

No último domingo experimentei essa situação... a pouco mais de um mês, fui investido ministro extraordinário da sagrada comunhão e foi-me solicitado, assim que terminou a missa da noite, levar a sagrada eucaristia a um enfermo. Você pode me perguntar: "mas esse não é o serviço do mesc?". Sim, é. Mas eu não esperava que fosse assim tão derrepente... Na hora bateu a insegurança por ser inexperiente...
Assim fui eu, menor dos servos, com a graça de Deus exercer o meu ofício... e foi realmente uma graça para mim... ser portador do centro de minha fé.
Todos nós somos chamados a ser portador da palavra da verdade... portanto, permaneçamos fiel em nossa fé. Sempre vigilantes (bola cheia e brilhante) pois não sabemos quando teremos que ser instrumento de Deus... e também não sabemos quando o Senhor irá voltar. Feliz aquele que o Senhor o encontra de vigia, seja na primeira ou na segunda, nos diz a liturgia de hoje.
Estejamos cheios e preparados para que como Pedro, não ter ouro nem prata, mas darmos tudo que temos: a graça de Deus.
Paz e bem!
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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Eu já vi essas caras na televisão... 2

olha o Shrek aí gente...

de tanto comer trakinas ficou com cara de trakinas mais mais

com quem esta se parece???
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Eu já vi essas caras na televisão...

Tio Roy da familia dinossauros...
mais uma da familia dinossauros... Charlene
esse aqui é o burro do Shrek
e aí, diga vc com quem esta se parece...
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

DEUS e seus templos


DEUS, com todo o seu amor e misericórdia, quando criou o mundo, construiu templos. Templos estes construídos com o objetivo de adoração a ele DEUS, de modo que seu infinito amor pela criação fosse sempre lembrado e revivido.

Nestes templos, DEUS, acendeu chamas. Chamas estas que foram acesas e se mantinham com um combustível especial. Esse combustível era necessário também para acendê-las ainda mais. E quanto mais fortemente elas estivessem acesas, mais o templo crescia e florescia por dentro. E um detalhe: quando DEUS mandava deste combustível para os templos, era de forma gratuita, ou seja, não era necessário que os templos dessem nada a DEUS para recebê-lo.

A esses templos ele deu vontade própria de decidir quando queriam receber mais combustível para acender mais a sua chama. Mas como DEUS construiu muitos templos, ele também deu tarefas a toda a sua guarda celestial de anjos e santos para que eles enviassem todo o combustível aos templos. Assim, além de abastecê-los, seus soldados celestiais lhe manteriam informados sobre o estado dos templos por dentro e por fora, e assim, mesmo tendo a capacidade de saber como estão os templos por mais distante que eles estivessem, ele saberia que seus anjos e santos estavam cumprindo perfeitamente a tarefa que cabia a eles.

E assim aconteceu, durante muito tempo. DEUS recebia muitos chamados, de muitos templos, pedindo que o combustível fosse mandado, e assim ele o fazia. Assim como seus anjos e santos do céu, sendo seus mais fiéis porta-vozes.

Só que, durante os vários momentos em que DEUS comtemplava seus templos, ele sentia uma agonia enorme no seu coração. Como se ele mandasse seu combustível, e não estivesse surtindo efeito completo. No entanto, DEUS pensou: alguma coisa está errada. E com toda a sua infinita sabedoria e onipresença, ele viu que algo muito ruim estava acontecendo.

Alguns templos que DEUS visitou estavam lindos. Muito lindos, floridos, arrumados, adorando a ELE em todos os momentos. Dando graças a DEUS por existirem e, mesmo com todo o lixo que aparecia de fora para atrapalhar, o templo chamava a ajuda de anjos e santos para que estes trouxessem o combustível que fortalecia a chama dentro deles, e assim o templo se rearrumava e se embelezava de novo.

Outros templos entristeceram muito a DEUS. Estavam lindos, maravilhosos, totalmente ornamentados e enfeitados por fora. Mas quando DEUS dava uma olhada lá dentro, era um horror. Fediam, era totalmente desarrumados, cheio de lixo, que muitas vezes era colocado no lugar do combustível, para tentar deixar a chama mais forte. Mas isso só fazia a chama que ele DEUS lá colocou ficar cada vez mais fraca. Ou seja, o templo por dentro era uma podridão. Só que tinha uma coisa pior: quando estes templos se tocavam que DEUS estava sempre ali, faziam questão de se fecharem e não dar espaço para ele DEUS ali agir. Entre outras palavras: fecharam-se para o que DEUS poderia lhes dar.

Não, isso não é uma história inventada não irmão, está na Bíblia. É só você que está lendo, querido irmão, parar para pensar um pouquinho. Os templos somos nós. O combustível que vem de graça é o amor de DEUS, que nós não precisamos pagar nada por ele, mas sempre que pedimos, recebemos. A chama que os templos têm no início é um pouquinho do amor de DEUS que ele deixa com a gente para nos dar ainda mais vontade de segui-lo e ir ao seu encontro. Os templos que são ornamentados e bonitos por fora são aquelas pessoas que, compram várias roupas, gastam muito dinheiro com estética e coisas que as deixam mais bonitas e formosas por fora. O lixo que usamos para tentar aumentar essa chama representa tudo que tentamos fazer para nos sentirmos plenos e completos, saciados, mas que quando paramos pra pensar, só nos apodrece e nos faz mal por dentro. Nisso pode ser incluído bebidas, drogas, sexo desregrado e no momento errado, enfim, tudo que o homem se utiliza porque no momento faz ele “viajar” e sentir-se pleno, mas que depois, quer queira quer não, traz conseqüências muito desagradáveis.

Pois então irmão, você quer recusar esse amor de DEUS e desagradá-lo, deixando-o triste e sozinho sempre que tentar vir ao seu encontro? Sempre que você tiver uma oportunidade de experimentar o amor de DEUS fortalecendo a chama dele dentro de ti, vai simplesmente virar as costas e jogar lixo, que ao invés de fazê-la crescer vai enfraquecê-la ainda mais?

Tenha uma coisa sempre em mente: seu corpo é um templo do Espírito Santo. E como templo do Espírito Santo, foi feito para adorar a DEUS, busca-lo cada vez mais, e nele encontrando a felicidade plena e completa. Por isso, não polua seu corpo com coisas que são contra à vontade de DEUS. E quando o lixo for colocado a sua frente, para ser usada na tentativa de alimentar essa chama, peça a DEUS que mande o combustível verdadeiro, que lhe dará forças para recusar o lixo podre e buscar o amor dele ainda mais. Por isso, não desista de resistir!!!!! Lute, sempre pedindo pelo amor de DEUS na sua vida, que sua chama se acenderá e ficará cada vez mais forte, para a sua própria alegria e do DEUS do amor também!!!!! Seu corpo é um templo do Espírito Santo!!!!! Que a paz do SENHOR esteja sempre convosco!!!!


Por Luiz Eduardo Mouta
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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Podre coração...

Ontem na adoração em preparação para um retiro, pude constatar, mais uma vez, a grandeza de nosso Deus... Esse "amor escondido no tabernáculo" (Van Thuan)...
E, diante dessa grandeza, fica praticamente impossível não enxergarmos nossos pecados e limitações... Eu pelo menos não conseguia fazer outra coisa a não ser penser nisso: "como pode Deus, contar comigo que sou um fraco errante"...
Mas no decorrer da adoração vi que todos nós, que ali estavam, tinhamos problemas de diversos tipos. Estávamos na mesma condição com o coração quebrado e, muitas vezes, apodrecidos pelas dores do mundo... éramos um nada absoluto diante de tanta grandeza.

Apesar de todos os problemas estávamos ali, dizendo sim, "eis-me aqui".

E é aí que Deus age... faz do pantano do nosso coração brotar vida. Uma linda vitória-régia. Vida essa que, de tão grande, sai de nós e alcança a vida do nosso irmão. Fica "na cara".

Amados, Deus é tão bom que nos deixa ter a experiência de ser geradores de vida... como lá no gênesis: do nada absoluto que aquela terra informe que era, Ele gera vida (cf Gn 1, 1)... e nesse sim, que damos a Ele, na nossa condição de nada absoluto podemos gerar uma vida que não vem de nós, e sim do próprio Deus, mas que não acontece sem o nosso sim.

A história da igreja é repleta de homens e mulheres que conseguiram entender sua condição de nada absoluto e deixaram que Deus fosse tudo neles. Sendo assim instrumentos de obras maravilhosas, que, estando vivas, até hoje nos leva ao coração do próprio Deus.

Que possamos a cada dia dar o sim que gera vida, para que essa vida permaneça (cf Jo 15, 16) e que, cada dia um pouco, transforme esse pantano fedorento num lindo lago florido...

Santo Agostinho, rogai por nós!

Paz e bem!
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terça-feira, 7 de agosto de 2007

O filme da vida

Quando o ser humano está para morrer, dizem algumas pesquisas científicas, um filme de toda sua vida passa rapidamente em sua mente.

Com isso fiquei a pensar nos santos mártires. Santo Estevão, pra ser mais específico.

Mesmo sendo alvo das pedras arremessadas pelos Judeus, mesmo sabendo que a morte era iminente, continuou a falar de Jesus. Sendo obediente levando a boa nova a toda criatura.

Mas o que mantinha Estevão tão firme, que não deixava ele se calar e recuar?

Certamente, que em cada palavra de Estevão, o filme que passava em sua mente era da experiência que tivera com esse tal Jesus de que pregava. Experiência de ter sua vida totalmente mudada por Ele.

Por isso Estevão não se calou. Ele não queria voltar a vida velha!

Cristo, no alto da cruz, exclama ao Pai: "Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". O filme que passava em sua mente não era o do "crucifica-o", mas do choro da prostitua, da hemorroisa, da alegria dos noivos de caná, entre outras maravilhas feitas por Ele aos pequeninos.

Hoje nós podemos experimentar esse grito de Jesus, pois todos os dias ele se entrega na Eucaristia. E quem está na mente de Jesus no grito de hoje somos você e eu.

Portanto meus amigos, antes de querer, por besteira, voltar a vida velha possamos morrer para nós, e que nessa nossa "morte" deixemos passar em nossas mentes o filme da experiência que tivemos com Jesus e, como Estevão, seguir falando de seu nome apesar de todas as pedras.

Santo Estevão, rogai por nós!

Paz e bem!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos" (Jo 15, 13).
Senhor, obrigado por cada um de meus amigos. Que eu possa me desfazer das minhas vontades em favor das vontades de meus amigos. Amém!
Feliz dia do amigo!
Paz e bem!

terça-feira, 17 de julho de 2007


Jantando com Jesus...

Me lembrei a pouco, conversando com minha namorada, quando Jesus disse: "Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa." (Lc 19, 5).
Me lembrei também que muitos murmuravam e reclamavam porque Ele se juntava com os pecadores. E não é uma vez só que encontramos nos evangelhos essas reclamações...

Hoje Jesus também se faz presente naqueles que, ao nosso ver, não são dignos de recebê-los. Está lá, jantando com eles.

A nós, resta-nos a atitude daquela mulher que ao saber que Jesus estava na casa daquele fariseu safado - safado sim porque era hipócrita (cf. Lc 7, 37). Ir até Ele, no nosso irmão, nos livrando de todas as nossas verdades e justificativas e lavar seus pés com nossas lagrimas. Lágrimas causadas pela dor daqueles, que mesmo jantando com Jesus na própria casa, nos machucam.

Com isso ele nos justifica e nos ajuda com nosso fardo pesado... E também nos faz ser colaboradores de sua missão redentora.
Jesus, desde o início, nos ensina que para mudar alguém é preciso: mudar primeiro, se humilhar primeiro, pedir perdão e perdoar primeiro, lavar os pés primeiro...

O que você tem feito pra mudar aquele que te machuca?

Paz e bem!
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sexta-feira, 13 de julho de 2007

O RADICALISMO DO EVANGELHO

Falando de aventura da esperança e, em particular, de evangelização, falamos de radicalismo do Evangelho. Impressiona-me o fato de que, na Sagrada Escritura, Jesus, Paulo e João se servem frequentemente de palavras que exprimem a dimensão do absoluto:

Todos sejam um (cf. Jo 17, 21). Todas as gentes (cf. Mt 28, 19).
Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento (cf. Mt 22, 37).
Jesus amou os seus até o fim (cf. Jo 13, 1)
Em todos os lugares os seus serão suas testemunhas (cf. At 1, 8).
Para sempre permanece a misericórdia do Senhor (cf. Sl 100, 5 e ss.).

Outros termos exprimem ainda a dimensão ilimitada da obra de evangelização:

Como no Céu, assim também na terra: o mesmo amor (cf. Jo 15, 12), a mesma missão (cf. Jo 20, 21).

O amor de Cristo deve se manifestar em nós com todas as quatro dimensões: largura, comprimento, altura e profundidade (cf. Ef 3, 18-19).

Em tendo como são Maximiliano Kolbe estava habituado a repetir: “absolutamente, totalmente, sem condições”. Jesus resumiu tudo isso na cruz: “tudo está consumado” (Jo 19, 30).


Trecho do livro Testemunhas da Esperança (François Van Thuan)
Paz e bem!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

"Entrando numa casa, saudai-a: Paz a esta casa" (Mt 10, 12)

Mesmo conhecendo nossos defeitos e limitações, Deus sabe que somos capazes de levar, e até ser, Paz. Isso porque essa paz vem do Seu próprio coração.

Conheço pessoas, toda vez, que entram em minha vida (é a casa de onde nunca poderei me mudar) deixam rastros de Paz... com sorrisos, gestos e até broncas merecidas... uma dessas pessoas é a dona Sonia, dona de um sorriso encantador, pacificador e singular. Acho que ela já entendeu o sentido desse pedido de Jesus, mesmo que involuntariamente.

E quantas vezes entramos na vida de muitas pessoas e em vez de levar a paz, levamos tristezas e feridas, com nosso mau humor sempre presos aos muros de nossas limitações.

Jesus nos ensina, todos os dias, a olhar para o alto e a superar esses defeitos e levando a paz a toda criatura.

Jesus, manso e humilde de coração...

Paz e bem!
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quarta-feira, 11 de julho de 2007

Fui chamado com meus defeitos


O Evangelho, na liturgia de hoje (Mt 10, 1-7), narra a escolha dos 12 feita por Jesus.
Jesus escolhe não escolhe os melhores. Pelo contrário, escolhe o medroso Simão, o ladrão Mateus, os irmãos "espoletas" João e Tiago e até Judas, o traidor, ele escolheu. Escolheu e enviou às ovelhas perdidas.

E hoje ele ainda continua chamando e escolhendo os que não são perfeitos. Isso aconteceu comigo e com você!

Quantas vezes nós ficamos chateados, e até decepcionados, com o erro do próximo e não conseguimos entender que, apesar de toda sua limitação, ele também foi chamado pelo Senhor para trabalhar nessa vinha (Mt 20, 1-16).

Peçamos ao que nos ensine a amar mais e a compreender mais os nossos defeitos e limitações, mas principalmente, os defeitos e limitações do próximo, pois somos todos trabalhadores desta vinha e vamos receber o mesmo salário.

Quero terminar essa reflexão com uma afimação de Teresa de Lisieux:

"A minha vida é um instante, uma hora que passa, é um momento que rapidamente escapa de minhas mãos e se vai. Tu sabes, meus Deus que para amar-te aqui na terra não tenho outro momento a não ser o dia de hoje." (Teresa de Lisieux, 1996, pp. 645-646)

Paz e bem!

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sexta-feira, 11 de maio de 2007

Os Jovens com o Papa

Deixo aqui o discurso do Papa com os jovens, retirado do site da ASJ.


BENTO XVI E OS JOVENS

SÃO PAULO - Publicamos o discurso proferido por Bento XVI, ontem, dia 19, às dezenas de milhares de jovens reunidos no estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, em São Paulo.
"Queridos jovens! Queridos amigos e amigas! 'Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres [...] Depois, vem e segue-me' (Mt 19,21).

1. Desejei ardentemente encontrar-me convosco nesta minha primeira viagem à América Latina. Vim para abrir a V Conferência do Episcopado Latino-americano que, por meu desejo, vai realizar-se em Aparecida, aqui no Brasil, no Santuário de Nossa Senhora. Ela nos coloca aos pés de Jesus para aprendermos suas lições sobre o Reino e impulsionar-nos a ser seus missionários, para que os povos deste "Continente da Esperança" tenham, n'Ele, vida plena.
Os vossos Bispos do Brasil, na sua Assembléia Geral do ano passado, refletiram sobre o tema da evangelização da juventude e colocaram em vossas mãos um documento. Pediram que fosse acolhido e aperfeiçoado por vós durante todo o ano. Nesta última Assembléia retomaram o assunto, enriquecido com vossa colaboração, e desejam que as reflexões feitas e as orientações propostas sirvam como incentivo e farol para vossa caminhada. As palavras do Arcebispo de São Paulo e do encarregado da Pastoral da Juventude, as quais agradeço, bem atestam o espírito que move a todos vocês.
Ontem pela tarde, ao sobrevoar o território brasileiro, pensava já neste nosso encontro no Estádio do Pacaembu, com o desejo de dar um grande abraço bem brasileiro a todos vós, e manifestar os sentimentos que levo no íntimo do coração e que, bem a propósito, o Evangelho de hoje nos quis indicar.
Sempre experimentei uma alegria muito especial nestes encontros. Lembro-me particularmente da Vigésima Jornada Mundial da Juventude, que tive a ocasião de presidir há dois anos atrás na Alemanha. Alguns dos que estão aqui também lá estiveram! É uma lembrança comovedora, pelos abundantes frutos da graça enviados pelo Senhor. E não resta a menor dúvida que o primeiro fruto, dentre muitos, que pude constatar foi o da fraternidade exemplar havida entre todos, como demonstração evidente da perene vitalidade da Igreja por todo o mundo.

2. Pois bem, caros amigos, estou certo de que hoje se renovam as mesmas impressões daquele meu encontro na Alemanha. Em 1991, o Servo de Deus o Papa João Paulo II, de venerada memória, dizia, na sua passagem pelo Mato Grosso, que os "jovens são os primeiros protagonistas do terceiro milênio [...] são vocês que vão traçar os rumos desta nova etapa da humanidade" (Discurso 16/10/1991). Hoje, sinto-me movido a fazer-lhes idêntica observação.
O Senhor aprecia, sem dúvida, vossa vivência cristã nas numerosas comunidades paroquiais e nas pequenas comunidades eclesiais, nas Universidades, Colégios e Escolas e, especialmente, nas ruas e nos ambientes de trabalho das cidades e dos campos. Trata-se, porém, de ir adiante. Nunca podemos dizer basta, pois a caridade de Deus é infinita e o Senhor nos pede, ou melhor, nos exige dilatar nossos corações para que neles caiba sempre mais amor, mais bondade, mais compreensão pelos nossos semelhantes e pelos problemas que envolvem não só a convivência humana, mas também a efetiva preservação e conservação da natureza, da qual todos fazem parte. "Nossos bosques têm mais vida": não deixeis que se apague esta chama de esperança que o vosso Hino Nacional põe em vossos lábios. A devastação ambiental da Amazônia e as ameaças à dignidade humana de suas populações requerem um maior compromisso nos mais diversos espaços de ação que a sociedade vem solicitando.

3. Hoje quero convosco refletir sobre o texto de São Mateus (19, 16-22), que acabamos de ouvir. Fala de um jovem. Ele veio correndo ao encontro de Jesus. Merece destaque a sua ânsia. Neste jovem vejo a todos vós, jovens do Brasil e da América Latina. Viestes correndo de diversas regiões deste Continente para nosso encontro. Quereis ouvir, pela voz do Papa, as palavras do próprio Jesus.
Tendes uma pergunta crucial, referida no Evangelho, a Lhe fazer. É a mesma do jovem que veio correndo ao encontro com Jesus: o que fazer para alcançar a vida eterna? Gostaria de aprofundar convosco esta pergunta. Trata-se da vida. A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?
Logo entendemos, na formulação da própria pergunta, que não basta o aqui e agora, ou seja, nós não conseguimos delimitar nossa vida ao espaço e ao tempo, por mais que pretendamos estender seus horizontes. A vida os transcende. Em outras palavras, queremos viver e não morrer. Sentimos que algo nos revela que a vida é eterna e que é necessário empenhar-se para que isto aconteça. Em outras palavras, ela está em nossas mãos e depende, de algum modo, da nossa decisão.
A pergunta do Evangelho não contempla apenas o futuro. Não trata apenas de uma questão sobre o que acontecerá após a morte. Há, ao contrário, um compromisso com o presente, aqui e agora, que deve garantir autenticidade e conseqüentemente o futuro. Numa palavra, a pergunta questiona o sentido da vida. Pode por isso ser formulada assim: que devo fazer para que minha vida tenha sentido? Ou seja: como devo viver para colher plenamente os frutos da vida? Ou ainda: que devo fazer para que minha vida não transcorra inutilmente?
Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude.

4. Antes, porém, de dar sua resposta, Jesus questiona a pergunta do jovem num aspecto muito importante: por que me chamas de bom? Nesta pergunta se encontra a chave da resposta. Aquele jovem percebeu que Jesus é bom e que é mestre. Um mestre que não engana. Nós estamos aqui porque temos esta mesma convicção: Jesus é bom. Podemos não saber dar toda a razão desta percepção, mas é certo que ela nos aproxima dele e nos abre ao seu ensinamento: um mestre bom. Quem reconhece o bem é sinal que ama. E quem ama, na feliz expressão de São João, conhece Deus (cf.1Jo 4,7). O jovem do Evangelho teve uma percepção de Deus em Jesus Cristo.
Jesus nos garante que só Deus é bom. Estar aberto à bondade significa acolher Deus. Assim Ele nos convida a ver Deus em todas as coisas e em todos os acontecimentos, mesmo lá onde a maioria só vê a ausência de Deus. Vendo a beleza das criaturas e constatando a bondade presente em todas elas, é impossível não crer em Deus e não fazer uma experiência de sua presença salvífica e consoladora. Se nós conseguíssemos ver todo o bem que existe no mundo e, ainda mais, experimentar o bem que provém do próprio Deus, não cessaríamos jamais de nos aproximar dele, de O louvar e Lhe agradecer. Ele continuamente nos enche de alegria e de bens. Sua alegria é nossa força.
Mas nós não conhecemos senão de forma parcial. Para perceber o bem necessitamos de auxílios, que a Igreja nos proporciona em muitas oportunidades, principalmente pela catequese. Jesus mesmo explicita o que é bom para nós, dando-nos sua primeira catequese. «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de fato, ele conhece os mandamentos. Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus.
Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos caminhar. Somos impelidos a fazer algo para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da ação, na verdade, é tornar-se real. Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos.

5. Nesta altura volto-me, de novo, para vós, jovens, querendo ouvir também de vós a resposta do jovem do Evangelho: tudo isto tenho observado desde a minha juventude. O jovem do Evangelho era bom. Observava os mandamentos. Estava pois no caminho de Deus. Por isso Jesus fitou-o com amor. Ao reconhecer que Jesus era bom, testemunhou que também ele era bom. Tinha uma experiência da bondade e por isso, de Deus. E vós, jovens do Brasil e da América Latina? Já descobristes o que é bom? Seguis os mandamentos do Senhor? Descobristes que este é o verdadeiro e único caminho para a felicidade?
Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O "amanhã" depende muito de como estais vivendo o "hoje" da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.
Muitas vezes sentimos trepidar nossos corações de pastores, constatando a situação de nosso tempo. Ouvimos falar dos medos da juventude de hoje. Revelam-nos um enorme déficit de esperança: medo de morrer, num momento em que a vida está desabrochando e procura encontrar o próprio caminho da realização; medo de sobrar, por não descobrir o sentido da vida; e medo de ficar desconectado diante da estonteante rapidez dos acontecimentos e das comunicações. Registramos o alto índice de mortes entre os jovens, a ameaça da violência, a deplorável proliferação das drogas que sacode até a raiz mais profunda a juventude de hoje. Fala-se por isso, seguidamente, de uma juventude perdida.
Mas olhando para vós, jovens aqui presentes, que irradiais alegria e entusiasmo, assumo o olhar de Jesus: um olhar de amor e confiança, na certeza de que vós encontrastes o verdadeiro caminho. Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus.
Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância. Um homem ou uma mulher despreparados para os desafios reais de uma correta interpretação da vida cristã do seu meio ambiente será presa fácil a todos os assaltos do materialismo e do laicismo, sempre mais atuantes em todos os níveis.
Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram. O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e com laboriosidade, para contribuir ao progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as atividades humanas (cf. Lumen Gentium, n. 36). Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano.
Definitivamente, existe um imenso panorama de ação no qual as questões de ordem social, econômica e política ganham um particular relevo, sempre que haurirem sua fonte de inspiração no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. A construção de uma sociedade mais justa e solidária, reconciliada e pacífica; a contenção da violência e as iniciativas que promovam a vida plena, a ordem democrática e o bem comum e, especialmente, aquelas que visem eliminar certas discriminações existentes nas sociedades latino-americanas e não são motivos de exclusão, mas de recíproco enriquecimento.
Tende, sobretudo, um grande respeito pela instituição do Sacramento do Matrimônio. Não poderá haver verdadeira felicidade nos lares se, ao mesmo tempo, não houver fidelidade entre os esposos. O matrimônio é uma instituição de direito natural, que foi elevado por Cristo à dignidade de Sacramento; é um grande dom que Deus fez à humanidade. Respeitai-o, venerai-o. Ao mesmo tempo, Deus vos chama a respeitar-vos também no namoro e no noivado, pois a vida conjugal que, por disposição divina, está destinada aos casados é somente fonte de felicidade e de paz na medida em que souberdes fazer da castidade, dentro e fora do matrimônio, um baluarte das vossas esperanças futuras. Repito aqui para todos vós que «o eros quer nos conduzir para além de nós próprios, para Deus, mas por isso mesmo requer um caminho de ascese, renúncias, purificações e saneamentos» (Carta encl. Deus caritas est, (25/12/2005), n. 5). Em poucas palavras, requer espírito de sacrifício e de renúncia por um bem maior, que é precisamente o amor de Deus sobre todas as coisas. Procurai resistir com fortaleza às insídias do mal existente em muitos ambientes, que vos leva a uma vida dissoluta, paradoxalmente vazia, ao fazer perder o bem precioso da vossa liberdade e da vossa verdadeira felicidade. O amor verdadeiro "procurará sempre mais a felicidade do outro, preocupar-se-á cada vez mais dele, doar-se-á e desejará existir para o outro" (Ib. n. 7) e, por isso, será sempre mais fiel, indissolúvel e fecundo.
Para isso, contais com a ajuda de Jesus Cristo que, com a sua graça, fará isto possível (cf. Mt 19,26). A vida de fé e de oração vos conduzirá pelos caminhos da intimidade com Deus, e de compreensão da grandeza dos planos que Ele tem para cada um. "Por amor do reino dos céus" (ib., 12), alguns são chamados a uma entrega total e definitiva, para consagrar-se a Deus na vida religiosa, "exímio dom da graça", como foi definido pelo Concílio Vaticano II (Decr. Perfectae caritatis, n.12). Os consagrados que se entregam totalmente a Deus, sob a moção do Espírito Santo, participam na missão de Igreja, testemunhando a esperança no Reino celeste entre todos os homens. Por isso, abençôo e invoco a proteção divina a todos os religiosos que dentro da seara do Senhor se dedicam a Cristo e aos irmãos. As pessoas consagradas merecem, verdadeiramente, a gratidão da comunidade eclesial: monges e monjas, contemplativos e contemplativas, religiosos e religiosas dedicados às obras de apostolado, membros de institutos seculares e das sociedades de vida apostólica, eremitas e virgens consagradas. "A sua existência dá testemunho do amor a Cristo quando eles se encaminham pelo seu seguimento, tal como este se propõe no Evangelho e, com íntima alegria, assumem o mesmo estilo de vida que Ele escolheu para Si" (Congr. para os Inst. de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica: Instr. Partir de Cristo, n. 5). Faço votos de que, neste momento de graça e de profunda comunhão em Cristo, o Espírito Santo desperte no coração de tantos jovens um amor apaixonado no seguimento e imitação de Jesus Cristo casto, pobre e obediente, voltado completamente à glória do Pai e ao amor dos irmãos e irmãs.

6. O Evangelho nos assegura que aquele jovem, que veio correndo ao encontro de Jesus, era muito rico. Entendemos esta riqueza não apenas no plano material. A própria juventude é uma riqueza singular. É preciso descobri-la e valorizá-la. Jesus lhe deu tal valor que convidou esse jovem para participar de sua missão de salvação. Tinha todas as condições para uma grande realização e uma grande obra.
Mas o Evangelho nos refere que esse jovem se entristeceu com o convite. Foi embora abatido e triste. Este episódio nos faz refletir mais uma vez sobre a riqueza da juventude. Não se trata, em primeiro lugar, de bens materiais, mas da própria vida, com os valores inerentes à juventude. Provém de uma dupla herança: a vida, transmitida de geração em geração, em cuja origem primeira está Deus, cheio de sabedoria e de amor; e a educação que nos insere na cultura, a tal ponto que, em certo sentido, podemos dizer que somos mais filhos da cultura e por isso da fé, do que da natureza. Da vida brota a liberdade que, sobretudo nesta fase se manifesta como responsabilidade. E o grande momento da decisão, numa dupla opção: uma quanto ao estado de vida e outra quanto à profissão. Responde à questão: que fazer com a vida?
Em outras palavras, a juventude se afigura como uma riqueza porque leva à descoberta da vida como um dom e como uma tarefa. O jovem do Evangelho percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas na hora da grande opção não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Conseqüentemente saiu dali triste e abatido. É o que acontece todas as vezes que nossas decisões fraquejam e se tornam mesquinhas e interesseiras. Sentiu que faltou generosidade, o que não lhe permitiu uma realização plena. Fechou-se sobre sua riqueza, tornando-a egoísta.
Jesus ressentiu-se com a tristeza e a mesquinhez do jovem que o viera procurar. Os Apóstolos, como todos e todas vós hoje, preenchem esta lacuna deixada por aquele jovem que se retirou triste e abatido. Eles e nós estamos alegres porque sabemos em quem acreditamos (2 Tim 1,12). Sabemos e testemunhamos com nossa própria vida que só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68). Por isso, com São Paulo, podemos exclamar: alegrai-vos sempre no Senhor (Fil 4,4).

7. Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana.
Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.

Em espanhol:
Queridos jovens, dentro de pouco inaugurarei a V Conferência do Episcopado Latino-Americano. Peço-vos que acompanheis com atenção seus trabalhos; que participeis de seus debates; que rezeis pelos seus frutos. Como aconteceu com as Conferências anteriores, também esta marcará de forma significativa os próximos dez anos de Evangelização na América Latina e no Caribe. Ninguém deve ficar à margem ou permanecer indiferente ante este esforço da Igreja, e muito menos os jovens. Vós, com todo direito fazeis parte da Igreja, que representa o rosto de Jesus Cristo para a América Latina e para o Caribe.

Em Francês:
Saúdo aos de língua francesa que vivem no Continente latino-americano, convidando-lhes a ser testemunhos do Evangelho e agentes da vida eclesial. Uno-me particularmente a vós, os jovens, sois chamados a construir vossa vida sobre Cristo e sobre os valores humanos fundamentais. Que todos vos sintais convidados a colaborar na edificação de um mundo de justiça e paz.

Em inglês:
Queridos amigos jovens, como o jovem no Evangelho, que perguntou a Jesus «o que devo fazer para ter a vida eterna?», todos vocês estão buscando modos de responder generosamente ao chamado de Deus. E peço que vocês possam ouvir sua palavra de salvação e tornem-se suas testemunhas para os povos de hoje. Que Deus derrame sobre vós suas bênçãos de paz e alegria.

Novamente em português:
Queridos jovens, Cristo vos chama a serem santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!"
Texto original plurilíngüe distribuído pela Santa Sé. Tradução do espanhol, francês e inglês realizada por Zenit. © Copyright 2007 - Libreria Editrice Vaticana

terça-feira, 8 de maio de 2007

Oração: Ó Deus, que pela ressurreição do Cristo nos renovais para a vida eterna, dai ao vosso povo constância na fé e na esperança, para que jamais duvide das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Bom dia!!!

Na primeira leitura de hoje, Paulo e Barnabé saíram de Iconio porque pagãos e judeus queriam apedrejá-los (At 14, 5-6)...

Vejam bem, judeus como Paulo e Barnabé, que enxergavam a ação de Deus nesses dois servos queriam apedrejá-los...

Quantas vezes nós também apedrejamos, com palavras, irmãos que comungam conosco a mesma fé... arrumando defeito onde não tem... "ah, ele grita muito", "hum esse é paradão", entre outros defeitos que não impede a ação de Deus... Mas quem age é Deus e se eu, que sei e sou "perfeito", me calar, Deus faz falar as pedras (Lc 19, 40).

Paz e bem!

domingo, 6 de maio de 2007

"a vós, que o poder de Deus guarda pela fé para a salvação prestes a se revelar por ocasião do fim.
Por isso, exultai de alegria, mesmo se for preciso que, por algum tempo, sejais afligidos por várias provações" (1Pd 1, 5-6)

Motivos de sobra temos para nos alegrar. Mesmo se não tivéssemos esses, teriámos o poder de Deus, que nos guarda pela fé.
Mesmo que as provações possam ser muitas, exultemos de alegria!!!
Deixando de murmurar, conseguimos ver com muito mais clareza a beleza da vida no poder desse Deus de amor, que foi até o fim, por mim e por você, sem abrir a boca. E quando falou pediu ao que nos perdoasse (Lc 23, 34).

Uma boa semana exultante de alegrias...
Paz e bem!

quinta-feira, 19 de abril de 2007


Até que enfim as flores chegaram...
Agora posso prestar minha singela homenagem em meu blog.
É pessoal, hoje meu amor faz aniversário... Essa data já seria especial por si só (feliz aniversário), mas, além disso, completamos hoje 1 ano de namoro.
Que presente maravilhoso Deus vem me dando a um ano... uma presente guerreira... pra me aguentar esse tempo todo só assim mesmo...
Passamos um ano crescendo juntos. Colocando tijolos na construção de nossas vidas...

Que o próximo ano seja cheio de outros crescimentos, novas construções e lotado das bênçãos de Deus...

Parabéns mais uma vez!!!
Te amo!
Posted by Picasa

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Bom dia!!!
Um pouco sumido por conta de muito, mas muito trabalho mesmo. E isso é bom rsrsrs

Cansado, mas feliz com a vitória do Fogão sobre o vaquin... agora só faltam mais 2 jogos pra chegarmos as finais!!!

Vamos lá Botafogo!!!!